terça-feira, 16 de agosto de 2011

Paralisação Nacional dos Professores 2011.

Hoje, 16 de agosto de 2011, Paralisação Nacional dos professores.


Infelizmente, os motivos da paralisação são praticamente os mesmos. Educação é um ótimo ingrediente para discursos de campanha eleitoral , contudo, da palavra à prática existe uma grande distancia, que é cheia de obstáculos.

Paralisar não é bom para os alunos, e não é bom para quem deseja um Brasil de um nível intelectual melhor, democraticamente falando; ou seja, que todos tenham a oportunidade de, pelos menos: realizar uma leitura fluente com compreensão; se expressar por escrito de forma coerente, concisa, lógica e com menos erros de ortografia e de pontuação; realizar cálculos e resolver problemas de seu dia a dia com mais desenvoltura; e cuidar de sua saúde, do seu meio ambiente, de buscar viver de maneira saudável. Isto é o básico. Pode ser mais, depende do projeto de vida de cada um. Mas, para que haja futuro, é preciso alimentar expectativas, nutrir sonhos, criar oportunidades de desenvolvimento, estimular a criatividade.

Como desenvolver uma nação sem professores? Tem gente desistindo; estão faltando professores de matérias fundamentais, estratégicas para o desenvolvimento de um país, como matemática, física e química. Enquanto isso, a cultura da violência, das drogas e da sensualidade desvia os jovens do bom caminho, promovem o desassossego de famílias e da sociedade em geral.

É preciso se discutir os problemas da educação com mais seriedade. Mais do que isso, é preciso se investir em educação com mais responsabilidade e compromisso. Por um presente-futuro melhor para todos, sem distinção.

sábado, 23 de outubro de 2010

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Liberdade de Expressão é o direito de se dizer ou escrever o que se pensa e arcar com as conseqüências, porque aquilo que a voz emite e a mão registra não tem mais como retornar, já foi dito. O que foi ouvido, ou lido, foi registrado por alguém que pode ou não levar adiante, que pode ou não aumentar um ponto, que pode ou não contar diferente. O que foi dito é levado pelo vento, por uma ventania ou por uma simples brisa.


Ser responsável e ser honesto são os dois principais critérios que se deve exigir das pessoas públicas e das empresas de comunicação. O direito à liberdade de expressão não pode ser invocado apenas quando nos sentimos atingidos. Quem critica também pode ser criticado, e quem é alvo de crítica também pode criticar. Afinal, os direitos não são iguais para todos?!

Há maneiras e maneiras de se criticar, como há maneiras e maneiras de se discordar. Ser democrático exige tolerância e respeito pela opinião divergente. Só há um caminho para se convencer alguém a mudar de opinião: argumentos justos, bem fundamentados, sinceros. E, se mesmo assim, não houver mudança: Paciência. Nem todos estão preparados para compreender; o foco do olhar atende a interesses próprios, às vezes egoístas, e a capacidade de entender depende do potencial intelectual e da maturidade emocional da pessoa.

Nem sempre as pessoas conseguem perceber que estão no grupo errado e defendendo interesses que não são seus. Leva tempo, e, geralmente, o vinculo é tão forte, formulado, muitas vezes, por laços impregnados pela chantagem emocional e pelo constrangimento que fica difícil pensar e tomar atitude diferenciada.

Tem muita gente refém de uma autoridade que se apresenta como mais bem informada e em mais condições de discutir, de impor seu modo de ver. Uns por falta de oportunidade, outros por acomodação. É mais fácil aceitar do que correr atrás de outra opinião, de outros ângulos de observação.

Liberdade de Expressão NÃO é uma camisa de força a se colocar no louco que grita que viu, mas a oportunidade de ouvir, pesquisar a informação, e até achar graça da loucura alheia. Quem sabe o louco não é tão louco??? Também é necessário avaliar com mais critério o que vale a pena levar adiante. Principalmente, o que não afronta a inteligência e a moral alheia. É muito fácil criar confusão, difícil é limpar a sujeira que foi espalhada.

MAIS RESPONSABILIDADE!

MAIS RESPEITO!

MAIS TOLERÂNCIA E ACOLHIMENTO!

E VIVA A DEMOCRACIA!



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Xenofobia

Que povo é esse que não tolera o diferente? Que povo é esse que não acolhe o visitante? A visita resolveu ficar. Isso incomoda. Já não dá mais pra agüentar. A convivência diária, antes cordial, passa a revelar desconfortos e a incapacidade de AMAR. Onde está a superioridade daqueles que não sabem amar?

sábado, 14 de novembro de 2009

Futebol

Gosto, mas não sou fã. No Rio de Janeiro gostava do Flamengo, mas também era a época das grandes vitórias, e qual é a criança qua não se impressiona?! No Recife fiquei com o Sport, a principio pelas cores, depois acompanhando o entusiasmo dos primos e, por último, do marido; não precisamos nem ensinar ou incentivar a nossa filha, ela é Sport de coração. Meu pai torcia pro Vasco no Rio, e aqui pelo Santa Cruz. O velho Afonsinho entendia de futebol; era o craque de sua cidade e chegou a treinar, se não me engano, no Ypiranga de Salvador; mas, o parente que o abrigava na capital baiana o desestimulou e ele foi buscar a subsistência tornando-se militar, mas isso foi há mais de sessenta anos.
Fico impressionada como as coisas funcionam no mundo do futebol; não entendo muito, não vou negar; sou uma observadora distante. Mas, me incomoda ver o quanto os times do Norte e Nordeste são discriminados pela mídia e pelas autoridades do futebol. Há sempre um movimento para deixá-los em situação inferior e no sentido de manter no firmamento os chamados "grandes clubes", muitas dessas estrelas estão obscurecidas pelas dívidas.
O caso recente do Sport e Palmeiras é mais uma razão para que os clubes do Norte e Nordeste reajam a essa discriminação. Não há como negar que o juiz encerrou o jogo antes do gol; gostaria de saber se fosse o contrário se o gol seria válido. Por mim, dava-se as costas para esse campeonato brasileiro, que de brasileiro não tem nada, e se formulava uma Copa Norte e Nordeste: fazer renascer o futebol arte, limpo e que promova bons exemplos de saúde e do viver esportivamente: saber ganhar, saber perder, continuar a competir, e, acima de tudo, agir com respeito e justiça.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ser Professor

É gostar de estudar. Estuda o conteúdo que vai ensinar, estuda os alunos para perceber a melhor estratégia, estuda a melhor maneira de aproveitar o ambiente a sua volta para favorecer o ensino. Um bom professor tem sempre uma grande inquietação: "como fazer para que meus alunos, ou aquele aluno em especial, aprenda, ou melhor, desenvolva de forma satisfatória seu potencial?" Porque, o bom professor, acredita sempre que, apesar de tantos problemas que, por vezes, a criança carrega, há algo valioso a ser desvelado. O Professor é aquele que tem e alimenta esperanças; que fomenta sonhos para que um dia, quem sabe, eles se realizem.
A UNESCO está preocupada com os professores do Brasil. A grande maioria enfrenta tantos dissabores para exercer sua função, que não tem condições de fomentar sonhos, nem de desenvolver potenciais criativos para o futuro do país. Os professores precisam de bons salários (para sobreviver e viver); de cursos de atualização frequentes; de condições ambientais propícias para realizar bem o seu trabalho; de menos burocracia e mais interesse dos gestores pela aprendizagem dos alunos; de menos alunos por turma para poder conhecer melhor suas dificuldades e assim oferecer um atendimento mais personalizado, e, nesse sentido, também poder contar com uma equipe de apoio junto aos alunos na escola; esses são alguns pontos básicos para que os professores se sintam mais valorizados e menos pressionados a abandonar a função.
Hoje, 15 de outubro, é dia do professor. Em 1827, nesse mesmo dia, consagrado à educadora Santa Teresa D´Avila, D. Pedro I baixava decreto criando o Ensino Elementar no Brasil; determinava que em todas as ciddes, vilas e lugarejos tivessem escolas de primeiras letras. Anos mais tarde, seu filho, D. Pedro II, quando em visita às províncias, costumava sabatinar os estudantes que vinham recepcioná-lo para avaliar se professores estavam ensinando de forma satisfatória.
Tantos anos de dedicação e, nesse tempo distante, o professor possuia um status de respeito perante a sociedade. No início atividade masculina, depois pouco a pouco a mulher foi assumindo a função de forma pública. Somente em 1947 aconteceu a primeira comemoração, e, nesse ano, a deputada comunista Adalgisa Cavalcanti defendeu na Assembléia de Pernambuco direitos especificos para as professoras do Estado.
Hoje, a educação é louvada, muitas vezes os professores são acusados pela situação precária da Educação no país - comentários que contribuem ainda mais para as desistências - e o jovem professor de hoje, geralmente, é o resultado de todo um processo de desqualificação da profissão, da perda de status que foi se configurando especialmente para aqueles que ensinam o Fundamental. Ensinar a ler e a escrever parece fácil, mas tem sido um desafio importante para quem é Professor(a).

terça-feira, 6 de outubro de 2009

As Olimpíadas de 2016: Também quero ir!

Farei o possível para que em 2016 minha filha possa assistir às Olimpíadas no Rio de Janeiro. Quantos pais estão pensando nisso; nessa possibilidade, que um dia remota tornou-se mais viável. São sete anos de muito trabalho, quando o Brasil terá que investir para que o Rio de Janeiro esteja em condições de abrigar tamanho evento. São sete anos para o Brasil oferecer melhores condições para a prática de esportes no país. São sete anos para que o Brasil apure seu gosto por modalidades esportivas que não se limitem ao futebol.
Só espero que o Rio de Janeiro se lembre que não é o Brasil sozinho, mas faz parte dele; e que aqueles que praticam esportes nesses sertões do Brasil com tanta criatividade, pois lhes faltam recursos, tenham a mesma oportunidade.

sábado, 5 de setembro de 2009

Independência: A construção de um conceito.

Quando estava lecionando, sempre que chegava a Semana da Pátria, o Sete de Setembro, eu seguia a seguinte estratégia de ensino com os meus alunos do ensino fundamental (crianças de sete a dez anos): antes de introduzi-los no conteúdo histórico buscava construir com eles o conceito de independência. Muitas vezes, os alunos sentem dificuldade em aprender história, geografia, ciências e até matemática porque esbarram na linguagem; não compreendem o sentido da palavra no contexto, é como se o idioma, de repente, fosse outro. "O que é ser independente? O que vocês entendem pela palavra independência?" Com essas provocações obtinha respostas coerentes, curiosas e até poéticas. Ser independente é ser livre, que nem passarinho; é cuidar de si mesmo; é resolver as coisas sozinho; e a preferida entre os menores: "é poder sair sozinho". A partir daí eu perguntava: " E vocês, são independentes?" Alguns ficavam em dúvida, outros tinham certeza que sim, já outros tinham consciência que não. Daí, eu lançava a questão: "o que é preciso para ser independente?" Aqueles que ficaram na dúvida e tinham certeza que sim - geralmente, crianças que assumiam "responsabilidades" muito cedo, foram obrigadas a amadurecer e ter uma autonomia fora do tempo adequado - começavam a perceber que não eram tão livres como pensavam (quem o alimenta, o veste, o abriga, o educa e o protege?); no entanto, nesse momento, eu procurava direcionar a compreensão de que há várias maneiras de se sentir independente; pois independência, especialmente, para as crianças, é uma conquista diária: desde o poder andar solto equilibrado e sem apoio até sair da casa dos pais e montar seu próprio lar, trabalhar e sustentar a si e a família que formar. Contudo, nós sempre chegávamos a conclusão que não há independência completa; as pessoas que vivem em sociedade formam uma rede, que de forma consciente ou inconsciente, remunerada ou não, se ajudam mutuamente. Partindo dessas reflexões construíamos juntos a compreensão do conceito e partíamos para a experiência histórica do Brasil. E daí chegávamos à grande questão: Por que Dom Pedro exclamou "Independência ou Morte!"? O Brasil, realmente, se tornou independente em 1822? E hoje, o Brasil é independente?