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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Paralisação Nacional dos Professores 2011.

Hoje, 16 de agosto de 2011, Paralisação Nacional dos professores.


Infelizmente, os motivos da paralisação são praticamente os mesmos. Educação é um ótimo ingrediente para discursos de campanha eleitoral , contudo, da palavra à prática existe uma grande distancia, que é cheia de obstáculos.

Paralisar não é bom para os alunos, e não é bom para quem deseja um Brasil de um nível intelectual melhor, democraticamente falando; ou seja, que todos tenham a oportunidade de, pelos menos: realizar uma leitura fluente com compreensão; se expressar por escrito de forma coerente, concisa, lógica e com menos erros de ortografia e de pontuação; realizar cálculos e resolver problemas de seu dia a dia com mais desenvoltura; e cuidar de sua saúde, do seu meio ambiente, de buscar viver de maneira saudável. Isto é o básico. Pode ser mais, depende do projeto de vida de cada um. Mas, para que haja futuro, é preciso alimentar expectativas, nutrir sonhos, criar oportunidades de desenvolvimento, estimular a criatividade.

Como desenvolver uma nação sem professores? Tem gente desistindo; estão faltando professores de matérias fundamentais, estratégicas para o desenvolvimento de um país, como matemática, física e química. Enquanto isso, a cultura da violência, das drogas e da sensualidade desvia os jovens do bom caminho, promovem o desassossego de famílias e da sociedade em geral.

É preciso se discutir os problemas da educação com mais seriedade. Mais do que isso, é preciso se investir em educação com mais responsabilidade e compromisso. Por um presente-futuro melhor para todos, sem distinção.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

As Olimpíadas de 2016: Também quero ir!

Farei o possível para que em 2016 minha filha possa assistir às Olimpíadas no Rio de Janeiro. Quantos pais estão pensando nisso; nessa possibilidade, que um dia remota tornou-se mais viável. São sete anos de muito trabalho, quando o Brasil terá que investir para que o Rio de Janeiro esteja em condições de abrigar tamanho evento. São sete anos para o Brasil oferecer melhores condições para a prática de esportes no país. São sete anos para que o Brasil apure seu gosto por modalidades esportivas que não se limitem ao futebol.
Só espero que o Rio de Janeiro se lembre que não é o Brasil sozinho, mas faz parte dele; e que aqueles que praticam esportes nesses sertões do Brasil com tanta criatividade, pois lhes faltam recursos, tenham a mesma oportunidade.

sábado, 5 de setembro de 2009

Independência: A construção de um conceito.

Quando estava lecionando, sempre que chegava a Semana da Pátria, o Sete de Setembro, eu seguia a seguinte estratégia de ensino com os meus alunos do ensino fundamental (crianças de sete a dez anos): antes de introduzi-los no conteúdo histórico buscava construir com eles o conceito de independência. Muitas vezes, os alunos sentem dificuldade em aprender história, geografia, ciências e até matemática porque esbarram na linguagem; não compreendem o sentido da palavra no contexto, é como se o idioma, de repente, fosse outro. "O que é ser independente? O que vocês entendem pela palavra independência?" Com essas provocações obtinha respostas coerentes, curiosas e até poéticas. Ser independente é ser livre, que nem passarinho; é cuidar de si mesmo; é resolver as coisas sozinho; e a preferida entre os menores: "é poder sair sozinho". A partir daí eu perguntava: " E vocês, são independentes?" Alguns ficavam em dúvida, outros tinham certeza que sim, já outros tinham consciência que não. Daí, eu lançava a questão: "o que é preciso para ser independente?" Aqueles que ficaram na dúvida e tinham certeza que sim - geralmente, crianças que assumiam "responsabilidades" muito cedo, foram obrigadas a amadurecer e ter uma autonomia fora do tempo adequado - começavam a perceber que não eram tão livres como pensavam (quem o alimenta, o veste, o abriga, o educa e o protege?); no entanto, nesse momento, eu procurava direcionar a compreensão de que há várias maneiras de se sentir independente; pois independência, especialmente, para as crianças, é uma conquista diária: desde o poder andar solto equilibrado e sem apoio até sair da casa dos pais e montar seu próprio lar, trabalhar e sustentar a si e a família que formar. Contudo, nós sempre chegávamos a conclusão que não há independência completa; as pessoas que vivem em sociedade formam uma rede, que de forma consciente ou inconsciente, remunerada ou não, se ajudam mutuamente. Partindo dessas reflexões construíamos juntos a compreensão do conceito e partíamos para a experiência histórica do Brasil. E daí chegávamos à grande questão: Por que Dom Pedro exclamou "Independência ou Morte!"? O Brasil, realmente, se tornou independente em 1822? E hoje, o Brasil é independente?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

EDUCAÇÃO

É preciso gritar mais alto!

Nos últimos dias li vários e-mails e reportagens relacionadas à problemática da Educação no Brasil; pensem num assunto que me incomoda por demais!

Não é de hoje que também solto meus desabafos e apreciações na net sobre essa questão, e, infelizmente, não vejo encontro apenas desencontro; mas percebo que as perspectivas a respeito do assunto demonstram mudanças, embora, geralmente, as opiniões busquem culpar alguém pelo fracasso escolar.

Na verdade não existe o culpado; e sim uma irresponsabilidade coletiva, ou melhor, algo como “depois eu vejo isso...” e vai se empurrando com a barriga, porque com a consciência dói.

A educação está na porta da urgência, todo mundo vê, alguns não, uns poucos se aproximam observam o estado e tentam providenciar algo, mas não encontram ninguém que ajude efetivamente, só gente discutindo que vírus a ameaça. E a Educação está lá, sozinha tentando se levantar, a ponto de morrer de vez por omissão de socorro. Mas tem um bando de gente em volta clamando por providências. Se fosse gente, já tava insepulta há muito tempo; mas como é uma instituição imaginária e se alimenta de uma cultura que bem ou mal circula, os estabelecimentos de ensino até podem ser fechados, mas a população continuará a ser “educada” de maneira formal e informal, para o bem e para o mal, atendendo ou não a anseios coletivos; talvez mais individuais do que coletivos.

A escola não está correspondendo às expectativas; os resultados não são satisfatórios; o professor brasileiro agora não sabe ensinar.

Por sua vez, professores e professoras já estão roucos de tanto dizer que não agüentam mais desrespeito, violência, insalubridade, sobrecarga, salários irrisórios, impossibilidade de estudar, de aprender, de ensinar, de trocar experiências com seus pares.
A educação anda tão ruim, que muitos educadores não acreditam mais na missão.

Mas, ser professor não é ser missionário, não é ser sacerdote. Ser professor é oferecer conhecimento, colaborar para o desenvolvimento, orientar pelos possíveis caminhos; é trabalho, que exige muito do físico, do intelecto e do emocional da pessoa.

Contudo, o que ocorre, geralmente, em sala de aula é uma troca impossível. O professor quer oferecer, mas nem todos os alunos querem receber; o professor quer colaborar, mas nem todos querem melhorar; pois estão satisfeitos, ou pensam estar, com o pouco que sabem – porque não vêem imediata utilidade naquele conhecimento para a sua realidade próxima – o professor quer orientar, mas muitos deles não acreditam que haja alternativas na vida. O diálogo é precário ou inexistente, a incompreensão e o conflito se mostram; o respeito pelo professor perdeu a sacralidade, sua figura é posta em dúvida, a autoridade é posta em dúvida, a instituição é posta em dúvida. Só não há dúvida quanto ao direito.

Direito à escola de qualidade. E tantos outros... Só nos falta ambiente propício para trabalhar. É preciso gritar mais alto, quem sabe alguém nos ouça e estenda a mão.