Hoje, 16 de agosto de 2011, Paralisação Nacional dos professores.
Infelizmente, os motivos da paralisação são praticamente os mesmos. Educação é um ótimo ingrediente para discursos de campanha eleitoral , contudo, da palavra à prática existe uma grande distancia, que é cheia de obstáculos.
Paralisar não é bom para os alunos, e não é bom para quem deseja um Brasil de um nível intelectual melhor, democraticamente falando; ou seja, que todos tenham a oportunidade de, pelos menos: realizar uma leitura fluente com compreensão; se expressar por escrito de forma coerente, concisa, lógica e com menos erros de ortografia e de pontuação; realizar cálculos e resolver problemas de seu dia a dia com mais desenvoltura; e cuidar de sua saúde, do seu meio ambiente, de buscar viver de maneira saudável. Isto é o básico. Pode ser mais, depende do projeto de vida de cada um. Mas, para que haja futuro, é preciso alimentar expectativas, nutrir sonhos, criar oportunidades de desenvolvimento, estimular a criatividade.
Como desenvolver uma nação sem professores? Tem gente desistindo; estão faltando professores de matérias fundamentais, estratégicas para o desenvolvimento de um país, como matemática, física e química. Enquanto isso, a cultura da violência, das drogas e da sensualidade desvia os jovens do bom caminho, promovem o desassossego de famílias e da sociedade em geral.
É preciso se discutir os problemas da educação com mais seriedade. Mais do que isso, é preciso se investir em educação com mais responsabilidade e compromisso. Por um presente-futuro melhor para todos, sem distinção.
Este blog é para expressar, com responsabilidade e discernimento, o que se pensa e sente sobre fatos e assuntos do momento.
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Ser Professor
É gostar de estudar. Estuda o conteúdo que vai ensinar, estuda os alunos para perceber a melhor estratégia, estuda a melhor maneira de aproveitar o ambiente a sua volta para favorecer o ensino. Um bom professor tem sempre uma grande inquietação: "como fazer para que meus alunos, ou aquele aluno em especial, aprenda, ou melhor, desenvolva de forma satisfatória seu potencial?" Porque, o bom professor, acredita sempre que, apesar de tantos problemas que, por vezes, a criança carrega, há algo valioso a ser desvelado. O Professor é aquele que tem e alimenta esperanças; que fomenta sonhos para que um dia, quem sabe, eles se realizem.
A UNESCO está preocupada com os professores do Brasil. A grande maioria enfrenta tantos dissabores para exercer sua função, que não tem condições de fomentar sonhos, nem de desenvolver potenciais criativos para o futuro do país. Os professores precisam de bons salários (para sobreviver e viver); de cursos de atualização frequentes; de condições ambientais propícias para realizar bem o seu trabalho; de menos burocracia e mais interesse dos gestores pela aprendizagem dos alunos; de menos alunos por turma para poder conhecer melhor suas dificuldades e assim oferecer um atendimento mais personalizado, e, nesse sentido, também poder contar com uma equipe de apoio junto aos alunos na escola; esses são alguns pontos básicos para que os professores se sintam mais valorizados e menos pressionados a abandonar a função.
Hoje, 15 de outubro, é dia do professor. Em 1827, nesse mesmo dia, consagrado à educadora Santa Teresa D´Avila, D. Pedro I baixava decreto criando o Ensino Elementar no Brasil; determinava que em todas as ciddes, vilas e lugarejos tivessem escolas de primeiras letras. Anos mais tarde, seu filho, D. Pedro II, quando em visita às províncias, costumava sabatinar os estudantes que vinham recepcioná-lo para avaliar se professores estavam ensinando de forma satisfatória.
Tantos anos de dedicação e, nesse tempo distante, o professor possuia um status de respeito perante a sociedade. No início atividade masculina, depois pouco a pouco a mulher foi assumindo a função de forma pública. Somente em 1947 aconteceu a primeira comemoração, e, nesse ano, a deputada comunista Adalgisa Cavalcanti defendeu na Assembléia de Pernambuco direitos especificos para as professoras do Estado.
Hoje, a educação é louvada, muitas vezes os professores são acusados pela situação precária da Educação no país - comentários que contribuem ainda mais para as desistências - e o jovem professor de hoje, geralmente, é o resultado de todo um processo de desqualificação da profissão, da perda de status que foi se configurando especialmente para aqueles que ensinam o Fundamental. Ensinar a ler e a escrever parece fácil, mas tem sido um desafio importante para quem é Professor(a).
A UNESCO está preocupada com os professores do Brasil. A grande maioria enfrenta tantos dissabores para exercer sua função, que não tem condições de fomentar sonhos, nem de desenvolver potenciais criativos para o futuro do país. Os professores precisam de bons salários (para sobreviver e viver); de cursos de atualização frequentes; de condições ambientais propícias para realizar bem o seu trabalho; de menos burocracia e mais interesse dos gestores pela aprendizagem dos alunos; de menos alunos por turma para poder conhecer melhor suas dificuldades e assim oferecer um atendimento mais personalizado, e, nesse sentido, também poder contar com uma equipe de apoio junto aos alunos na escola; esses são alguns pontos básicos para que os professores se sintam mais valorizados e menos pressionados a abandonar a função.
Hoje, 15 de outubro, é dia do professor. Em 1827, nesse mesmo dia, consagrado à educadora Santa Teresa D´Avila, D. Pedro I baixava decreto criando o Ensino Elementar no Brasil; determinava que em todas as ciddes, vilas e lugarejos tivessem escolas de primeiras letras. Anos mais tarde, seu filho, D. Pedro II, quando em visita às províncias, costumava sabatinar os estudantes que vinham recepcioná-lo para avaliar se professores estavam ensinando de forma satisfatória.
Tantos anos de dedicação e, nesse tempo distante, o professor possuia um status de respeito perante a sociedade. No início atividade masculina, depois pouco a pouco a mulher foi assumindo a função de forma pública. Somente em 1947 aconteceu a primeira comemoração, e, nesse ano, a deputada comunista Adalgisa Cavalcanti defendeu na Assembléia de Pernambuco direitos especificos para as professoras do Estado.
Hoje, a educação é louvada, muitas vezes os professores são acusados pela situação precária da Educação no país - comentários que contribuem ainda mais para as desistências - e o jovem professor de hoje, geralmente, é o resultado de todo um processo de desqualificação da profissão, da perda de status que foi se configurando especialmente para aqueles que ensinam o Fundamental. Ensinar a ler e a escrever parece fácil, mas tem sido um desafio importante para quem é Professor(a).
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
EDUCAÇÃO
É preciso gritar mais alto!
Nos últimos dias li vários e-mails e reportagens relacionadas à problemática da Educação no Brasil; pensem num assunto que me incomoda por demais!
Não é de hoje que também solto meus desabafos e apreciações na net sobre essa questão, e, infelizmente, não vejo encontro apenas desencontro; mas percebo que as perspectivas a respeito do assunto demonstram mudanças, embora, geralmente, as opiniões busquem culpar alguém pelo fracasso escolar.
Na verdade não existe o culpado; e sim uma irresponsabilidade coletiva, ou melhor, algo como “depois eu vejo isso...” e vai se empurrando com a barriga, porque com a consciência dói.
A educação está na porta da urgência, todo mundo vê, alguns não, uns poucos se aproximam observam o estado e tentam providenciar algo, mas não encontram ninguém que ajude efetivamente, só gente discutindo que vírus a ameaça. E a Educação está lá, sozinha tentando se levantar, a ponto de morrer de vez por omissão de socorro. Mas tem um bando de gente em volta clamando por providências. Se fosse gente, já tava insepulta há muito tempo; mas como é uma instituição imaginária e se alimenta de uma cultura que bem ou mal circula, os estabelecimentos de ensino até podem ser fechados, mas a população continuará a ser “educada” de maneira formal e informal, para o bem e para o mal, atendendo ou não a anseios coletivos; talvez mais individuais do que coletivos.
A escola não está correspondendo às expectativas; os resultados não são satisfatórios; o professor brasileiro agora não sabe ensinar.
Por sua vez, professores e professoras já estão roucos de tanto dizer que não agüentam mais desrespeito, violência, insalubridade, sobrecarga, salários irrisórios, impossibilidade de estudar, de aprender, de ensinar, de trocar experiências com seus pares.
A educação anda tão ruim, que muitos educadores não acreditam mais na missão.
Mas, ser professor não é ser missionário, não é ser sacerdote. Ser professor é oferecer conhecimento, colaborar para o desenvolvimento, orientar pelos possíveis caminhos; é trabalho, que exige muito do físico, do intelecto e do emocional da pessoa.
Contudo, o que ocorre, geralmente, em sala de aula é uma troca impossível. O professor quer oferecer, mas nem todos os alunos querem receber; o professor quer colaborar, mas nem todos querem melhorar; pois estão satisfeitos, ou pensam estar, com o pouco que sabem – porque não vêem imediata utilidade naquele conhecimento para a sua realidade próxima – o professor quer orientar, mas muitos deles não acreditam que haja alternativas na vida. O diálogo é precário ou inexistente, a incompreensão e o conflito se mostram; o respeito pelo professor perdeu a sacralidade, sua figura é posta em dúvida, a autoridade é posta em dúvida, a instituição é posta em dúvida. Só não há dúvida quanto ao direito.
Direito à escola de qualidade. E tantos outros... Só nos falta ambiente propício para trabalhar. É preciso gritar mais alto, quem sabe alguém nos ouça e estenda a mão.
Nos últimos dias li vários e-mails e reportagens relacionadas à problemática da Educação no Brasil; pensem num assunto que me incomoda por demais!
Não é de hoje que também solto meus desabafos e apreciações na net sobre essa questão, e, infelizmente, não vejo encontro apenas desencontro; mas percebo que as perspectivas a respeito do assunto demonstram mudanças, embora, geralmente, as opiniões busquem culpar alguém pelo fracasso escolar.
Na verdade não existe o culpado; e sim uma irresponsabilidade coletiva, ou melhor, algo como “depois eu vejo isso...” e vai se empurrando com a barriga, porque com a consciência dói.
A educação está na porta da urgência, todo mundo vê, alguns não, uns poucos se aproximam observam o estado e tentam providenciar algo, mas não encontram ninguém que ajude efetivamente, só gente discutindo que vírus a ameaça. E a Educação está lá, sozinha tentando se levantar, a ponto de morrer de vez por omissão de socorro. Mas tem um bando de gente em volta clamando por providências. Se fosse gente, já tava insepulta há muito tempo; mas como é uma instituição imaginária e se alimenta de uma cultura que bem ou mal circula, os estabelecimentos de ensino até podem ser fechados, mas a população continuará a ser “educada” de maneira formal e informal, para o bem e para o mal, atendendo ou não a anseios coletivos; talvez mais individuais do que coletivos.
A escola não está correspondendo às expectativas; os resultados não são satisfatórios; o professor brasileiro agora não sabe ensinar.
Por sua vez, professores e professoras já estão roucos de tanto dizer que não agüentam mais desrespeito, violência, insalubridade, sobrecarga, salários irrisórios, impossibilidade de estudar, de aprender, de ensinar, de trocar experiências com seus pares.
A educação anda tão ruim, que muitos educadores não acreditam mais na missão.
Mas, ser professor não é ser missionário, não é ser sacerdote. Ser professor é oferecer conhecimento, colaborar para o desenvolvimento, orientar pelos possíveis caminhos; é trabalho, que exige muito do físico, do intelecto e do emocional da pessoa.
Contudo, o que ocorre, geralmente, em sala de aula é uma troca impossível. O professor quer oferecer, mas nem todos os alunos querem receber; o professor quer colaborar, mas nem todos querem melhorar; pois estão satisfeitos, ou pensam estar, com o pouco que sabem – porque não vêem imediata utilidade naquele conhecimento para a sua realidade próxima – o professor quer orientar, mas muitos deles não acreditam que haja alternativas na vida. O diálogo é precário ou inexistente, a incompreensão e o conflito se mostram; o respeito pelo professor perdeu a sacralidade, sua figura é posta em dúvida, a autoridade é posta em dúvida, a instituição é posta em dúvida. Só não há dúvida quanto ao direito.
Direito à escola de qualidade. E tantos outros... Só nos falta ambiente propício para trabalhar. É preciso gritar mais alto, quem sabe alguém nos ouça e estenda a mão.
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