segunda-feira, 20 de julho de 2009

Amizade é...

“Quando você não faz questão de você e se empresta pros outros”, diz Adriana Falcão no seu livro Mania de Explicação (SP: Salamandra, 2007). Gosto muito dessa definição. Vivemos tempos acelerados; é difícil encontrar amigos com tempo disponível para o outro, pelo menos por uns instantes.
A etimologia da palavra AMIGO no Houaiss a relaciona a “confidente, favorito, protetor, aliado”; estabelece ainda o dicionário: Amigo é aquele que ama, que demonstra afeto, amizade. Amizade é sentimento de grande afeição e simpatia (por alguém não necessariamente unido por parentesco ou relacionamento sexual); e a etimologia da palavra está também relacionada a pacto, aliança. Deve haver reciprocidade de afeto, portanto os amigos se cuidam e se protegem. Para haver essa reciprocidade deve haver confiança. Confiança, esta é cada vez mais difícil de se estabelecer, de se sedimentar hoje em dia. “Amizade é um amor que nunca morre”, diz Mario Quintana, assim, é sempre possível renascer. As amizades contemporâneas, geralmente, se limitam a ser efêmeras experiências; mas, ainda há esperança, podem ser retomadas e quiçá fortalecidas; no entanto, percebe-se uma sazonalidade.
Nosso tempo é de leis e decretos; da confiança no papel, no documento, nas instituições, que por serem gerenciadas por seres humanos suscitam desconfiança. Amizade chega a ser um risco; se proteger, fazer pactos e alianças sem ferir as regras da Amizade coletiva, institucionalizada da sociedade não é uma tarefa muito fácil; e comumente entende-se como favorecimento ilícito.
“Amigos, amigos; negócios, à parte”; é a máxima de quem não deseja confundir relações de afeto com transações materiais; difícil separar; mas, tem gente que consegue e tem gente que compreende e respeita; contudo, é normal se pensar e até verbalizar: “Poxa, ele/ ela poderia ter feito, Não custava nada... É ser Caxias demais...” Mas, amigo não constrange amigo.
Não faça ao outro o que não gostaria que fizesse com você; ou melhor, faça ao outro o que gostaria que fizessem por você; ou melhor, “Ame o seu próximo como a si mesmo”, mas é preciso se amar, é preciso gostar e cuidar de si mesmo; mas também, é saudável de vez em quando esquecer um pouco de si mesmo, e se dedicar, dar atenção ao outro.
Amizade por si, amizade pelo outro, eis a máxima. Como uma rede, uma corrente, viveremos, enfim, em sociedade; uma sociedade de Amizade.
“Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito...” – E Milton Nascimento tem razão.
Dia 20 de julho, dia do Amigo.
Um bom dia pra você, meu amigo e minha amiga!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O Brasil e sua Cultura Política Incorreta

Enquanto o funeral do saudoso Michael Jackson é preparado como um mega evento nos Estados Unidos; aqui no nosso Brasil tenta-se contornar as pedras que despencaram sobre a cabeça de proeminentes políticos. Essas pedras são antigas, volta e meia elas emergem do mar de lama; como são conhecidas, nem sempre se dá a devida atenção a elas; a não ser quando é conveniente. A maioria das pessoas se acostumou com uma cultura política incorreta. Ser político, ou melhor, exercer um cargo público, geralmente, é encarado como acesso a algum benefício ardiloso; a vaidade fala mais alto e mesmo aqueles que sempre ou algum dia criticaram os subterfúgios, quando há a oportunidade aproveitam, pouco ou muito, mas se deixam beneficiar. Um amigo me enviou um e-mail observando as disparidades no nosso país; é triste observar o quanto que os distorcidos valores morais e materiais nesse país bloqueiam o sonho de Brasil que poderia se realizar com mais efetividade, com mais brilho. Observem o protesto:

*CURIOSIDADES DE UM PAÍS DE LOUCOS:
Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata!
Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa, do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.
Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados.
Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro de um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional.
Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.

*PRECISAMOS URGENTEMENTE DE UM CHOQUE DE MORALIDADE NOS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA , ESTADOS E MUNICÍPIOS. ACABANDO COM OS OPORTUNISMOS E CABIDES DE EMPREGO. *